A vocalista da banda The Cranberries, Dolores O’Riordan, faleceu nesta segunda-feira aos 46 anos, informou seu agente ao Daily Mail. Ainda não há detalhes sobre a causa da morte, mas o agente da cantora, que deixa três filhos, afirmou:
“Os membros de sua família estão devastados em saber da notícia e pedem por privacidade nesse momento muito difícil.”
De acordo com o The Sun, Dolores estava em Londres realizando gravações. A polícia foi chamada às 9h de Londres num hotel em Park Lane. “Uma mulher de aproximadamente 40 anos foi declarada morta na cena. Neste momento, a causa da morte está sem explicações.”
Dolores e o Cranberries fizeram sucesso nos anos 1990 com músicas
como “Linger”, “Zombie” e “Ode to My Family”. O grupo se separou em 2003
e voltou à ativa em 2009.
O último CD da banda foi o acústico “Something Else”, lançado em
2017, e em 2012 eles lançaram o disco de inéditas “Roses”. Dolores
também tem dois álbuns solo: “Are You Listening?” e “No Baggage”.
O Cranberries estava em turnê no ano passado, mas precisou cancelar shows por conta de um problema na coluna da vocalista.
“Estamos devastados com a morte de nossa amiga Dolores. Ela era um
talento extraordinário e nos sentimos muito privilegiados por temos sido
parte de sua vida a partir de 1989 quando começamos os Cranberries. O
mundo perdeu uma verdadeira artista hoje”, escreveu a própria banda no
Twitter.
A turnê apresenta os destaques do trabalho inovador de Waters
com músicas dos melhores álbuns do Pink Floyd. Entre elas: Wish You
Were Here, The Wall, Animals e Dark Side of The Moon. Músicas do seu
mais recente álbum aclamado pela crítica, “Is This the Life We Really
Want?”, também farão parte dos shows.
A turnê Roger Waters – Us + Them marca o retorno do
artista para o Brasil desde 2012, quando esteve no país com a turnê The
Wall Live (2010-2013), que foi vista por mais de 4 milhões de fãs ao
redor do mundo, em 219 shows. E até hoje é a maior turnê de um artista
solo na história. No país, Roger irá fazer sete apresentações em 2018 –
São Paulo, dia 09 de outubro, no Allianz Parque; em Brasília, dia 13 de
outubro, no Estádio Mané Garrincha; em Salvador, dia 17 de outubro, na
Arena Fonte Nova; em Belo Horizonte, dia 21 de outubro, no Estádio do
Mineirão; no Rio de Janeiro, dia 24 de outubro, no Estádio do Maracanã;
em Curitiba, dia 27 de outubro, no Estádio Couto Pereira; e em Porto
Alegre, dia 30 de outubro, no Estádio do Beira-Rio.
SERVIÇOS:
SÃO PAULO (SP)
Data: Terça-feira, 09 de outubro de 2018.
Local: Allianz Parque – Rua Turiassú, 1840 – Perdizes – São Paulo – SP
Abertura dos Portões: 17h
Horário do show: 21h
Ingressos: de R$ 165 a R$ 810 (ver tabela completa)
CADEIRA SUPERIOR R$ 165,00 R$ 330,00
PISTA R$ 190,00 R$ 380,00
CADEIRA INFERIOR R$ 275,00 R$ 550,00
PREMIUM ELO R$ 405,00 R$ 810,00
Pela Internet: AQUI
Retirada na bilheteria e E-ticket – taxas de conveniência e de entrega.
Pontos de venda no link: AQUI
BRASÍLIA (DF)
Data: Sábado, 13 de outubro de 2018.
Abertura de portões: 17h
Horário: 21h30
Local: Estádio Nacional Mané Garrincha – Asa Norte, Brasília – DF
Ingressos: de R$ 120 a R$ 720 (ver tabela completa)
CADEIRA SUPERIOR R$ 120,00 R$ 240,00
PISTA R$ 170,00 R$ 340,00
CADEIRA INFERIOR R$ 245,00 R$ 490,00
PISTA PREMIUM ELO R$ 360,00 R$ 720,00
Pela Internet: AQUI
Retirada na bilheteria e E-ticket – taxas de conveniência e de entrega.
Pontos de venda no link: AQUI
SALVADOR (BA)
Data: Quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Local: Itaipava Arena Fonte Nova – Ladeira da Fonte das Pedras, s/n – Nazaré, Salvador
Abertura dos Portões: 17h
Horário do show: 21h
Ingressos: de R$ 90 a R$ 710 (ver tabela completa)
SUPERIOR R$ 90,00 R$ 180,00
LESTE INTERMEDIÁRIO R$ 130,00 R$ 260,00
NORTE INTERMEDIÁRIO R$ 130,00 R$ 260,00
PISTA/NORTE INFERIOR R$ 150,00 R$ 300,00
OESTE INFERIOR R$ 210,00 R$ 420,00
LESTE INFERIOR R$ 210,00 R$ 420,00
PISTA PREMIUM ELO R$ 355,00 R$ 710,00
LOUNGE PREMIUM R$ 355,00 R$ 710,00
Pela Internet: AQUI
Retirada na bilheteria e E-ticket – taxas de conveniência e de entrega.
Pontos de venda no link: AQUI
BELO HORIZONTE (MG)
Data: Domingo, 21 de outubro de 2018
Local: Estádio do Mineirão – Av. Antônio Abrahão Caram, 1001 – Pampulha, Belo Horizonte
Abertura dos Portões: 17h
Horário do show: 21h
Ingressos: de R$ 150 a R$ 720 (ver tabela completa)
CADEIRA SUPERIOR R$ 150,00 R$ 300,00
PISTA R$ 170,00 R$ 340,00
CADEIRA INFERIOR R$ 245,00 R$ 490,00
PISTA PREMIUM ELO R$ 360,00 R$ 720,00
Pela Internet: AQUI
Retirada na bilheteria e E-ticket – taxas de conveniência e de entrega.
Pontos de venda no link: AQUI
RIO DE JANEIRO (RJ)
Data: Quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Local: Estádio do Maracanã – Rua Professor Eurico Rabelo, Maracanã, Rio de Janeiro – RJ
Abertura dos Portões: 17h
Horário: 21h
Ingressos: de R$ 110 a R$ 720 (ver tabela completa)
CADEIRA SUPERIOR 2 SUL R$ 110,00 R$ 220,00
CADEIRA SUPERIOR NIVEL 5 R$ 110,00 R$ 220,00
CADEIRA INFERIOR SUL R$ 150,00 R$ 300,00
CADEIRA SUPERIOR LESTE R$ 150,00 R$ 300,00
PISTA R$ 170,00 R$ 340,00
CADEIRA INFERIOR LESTE R$ 245,00 R$ 490,00
CADEIRA INFERIOR OESTE R$ 245,00 R$ 490,00
CADEIRA MARACANÃ MAIS LESTE R$ 360,00 R$ 720,00
CADEIRA MARACANÃ MAIS OESTE R$ 360,00 R$ 720,00
PISTA PREMIUM ELO R$ 360,00 R$ 720,00
Pela Internet: AQUI
Retirada na bilheteria e E-ticket – taxas de conveniência e de entrega.
Pontos de venda no link: AQUI
CURITIBA (PR)
Data: Sábado, 27 de outubro de 2018
Abertura dos Portões: 17h
Apresentação: 21h30
Local: Estádio Couto Pereira – R. Ubaldino do Amaral, 37 – Alto da Glória, Curitiba – PR
Ingressos: de R$ 110 a R$ 720 (ver tabela completa)
ARQUIBANCADA R$ 110,00 R$ 220,00
PISTA R$ 170,00 R$ 340,00
CADEIRA SOCIAL R$ 195,00 R$ 390,00
CADEIRA PRO TORK R$ 245,00 R$ 490,00
PISTA PREMIUM ELO R$ 360,00 R$ 720,00
Pela Internet: AQUI
Retirada na bilheteria e E-ticket – taxas de conveniência e de entrega.
Pontos de venda no link: AQUI
PORTO ALEGRE (RS)
Data: Quarta-feira, 30 de outubro de 2018.
Local: Estádio Beira-Rio – Av. Padre Cacique, 891 – Praia de Belas – Porto Alegre -RS
Abertura dos Portões: 17h
Horário do show: 21h
Ingressos: de R$ 110 a R$ 720 (ver tabela completa)
CADEIRA SUPERIOR R$ 125,00 R$ 250,00
PISTA R$ 180,00 R$ 360,00
CADEIRA INFERIOR R$ 250,00 R$ 500,00
SKY BOX R$ 270,00 R$ 540,00
CADEIRA PREMIUM R$ 270,00 R$ 540,00
PISTA PREMIUM ELO R$ 382,50 R$ 765,00
Pela Internet: AQUI
Retirada na bilheteria e E-ticket – taxas de conveniência e de entrega.
Pontos de venda no link: AQUI
O Annihilator lançou disco novo em novembro e, com ele, o clipe da
faixa que dá nome ao novo trabalho. O vídeo de “For The Demented” está
disponível no YouTube e traz o grupo em mais uma performance comandada
pelo mago das guitarras Jeff Waters.
O novo disco é o 16º de estúdio do Annihilator.
Sucedeu o álbum“Suicide Society”, lançado em 2015.
No trabalho novo de estúdio, a banda tem mudanças em relação à formação que gravou o disco anterior.
Daquele álbum, sobraram Waters, na guitarra e nos vocais, e o guitarrista Aaron Homma.
As mudanças em relação ao disco “Suicide Society” estão na bateria e
no baixo. Na bateria, Fabio Alessandrini assumiu o lugar que foi de Mike
Harshaw. No baixo, Rich Hinks está no lugar de Cam Dixon. O Annihilator fez ótimos shows quando veio ao Brasil nos anos de2013 e 2012.
O Planet Hemp divulgou o teaser de seu novo documentário, através de sua página no Facebook. Batizado de A Vitória Não Virá Por Acidente,
o vídeo de cerca de um minuto contextualiza o momento da prisão da
banda em 1997 pela acusação de apologia às drogas com manchetes de 2017
em que a Justiça autoriza o plantio da maconha para uso medicinal.
A prisão aconteceu em Brasília, na madrugada do dia 10 de novembro de
1997, logo após um show para sete mil pessoas. Numa época em que o
debate sobre a legalização da maconha era torpemente criminalizado no
Brasil, o grupo carioca foi alçado ao posto de “bode expiatório” por
conta das letras críticas e diretas. Mas o tiro saiu pela culatra.
Depois do ocorrido, o Planet Hemp ganhou ainda mais fãs, passou a vender
mais discos e se projetou como uma das mais icônicas bandas do rock
nacional dos anos 90.
O segundo documentário sobre a banda será lançado nesta sexta-feira (22). Em outubro deste ano foi divulgada a cinebiografia Legalize Já, que conta a história da formação do grupo.
João Carlos Molina Esteves, o Jão, falou sobre o movimento punk, política e projetos futuros
“Foi um golpe de velhos aristocratas que não querem ver pobre em
avião. Para eles pobre tem que andar de ônibus, tem que se foder,
engraxar o sapato deles e servir a comida deles. Rui Barbosa dizia não
se iluda com pessoas de cabelo branco, pois os canalhas também
envelhecem”.
Com essa frase João Carlos Molina Esteves, 55 anos, ou simplesmente
Jão, guitarrista do Ratos de Porão e do Periferia SA, resume o cenário
político do Brasil após o golpe que colocou Michel Temer na presidência
da república. Fundador da lendária banda criada em 1981 em meio a
explosão do movimento punk no Brasil, Jão atendeu a reportagem
do Porém.net horas antes de um show do RDP no Jokers Pub, em Curitiba.
A formação atual com Jão na guitarra, João Gordo no vocal, Boka na
bateria e Juninho no baixo é a com mais longevidade ao longo dos 36 anos
de carreira do Ratos. Depois de tantas mudanças de integrantes (13 no
total), Jão diz que a tolerância e o respeito as individualidades de
cada um tem sido a fórmula. “São três veganos e eu sou o açougueiro da
banda”, brinca o guitarrista, que é um dos sócios do Underdog, um
bar-restaurante em São Paulo especializado em carnes. O prato principal é
a parrilla argentina.
Veia operária que permanece ativa no RDP, Jão falou da ascensão do
fascismo, da extrema direita e personagens caricatos como Jair
Bolsonaro, ao qual classifica como uma ‘toupeira’. “Tem um monte de
filha da puta que tem orgulho de um cara deste. Devem se identificar
pela toupeirice. Discuto nas redes sociais com esses babacas que
acreditam que a terra é plana, que Hitler era comunista. Os Bolsominions
da vida, esses escrotos que seguem MBL. Tem até punk que gosta de
Bolsonaro. Um cara deste não está entendendo porra nenhuma”.
Esse cenário político atual deve inspirar o próximo projeto do Ratos
de Porão, como antecipa o guitarrista. “Estamos terminando de compor,
pois o momento do Brasil é bem propício. Motivo para fazer letra tem”. O
último álbum lançado pela banda foi Século Sinistro, em 2014.
Confira a entrevista na íntegra:
São 36 anos de carreira. Como manter a mesma pegada, atravessando gerações de fãs?
O Ratos de Porão nunca criou expectativa de sucesso, de exposição em
mídia. A própria correria foi mantendo a coisa viva. Não somos uma banda
popular nem dentro do rock, mas temos um público fiel no mundo inteiro.
Isso é gratificante. É legal você ver um cara da Sérvia, por exemplo,
que vai no seu show e diz: escuto sua banda faz tempo. Tem isso e tem o
fato da gente gostar do que faz, isso é o que mantém a banda viva. A
gente vê muita banda que pinta e depois de um ano some. Vamos pegar um
exemplo daquela época das bandas emo, o Restart. Os caras fizeram
sucesso, talvez ganharam em um ano mais do que eu ganhei na vida
inteira, mas os caras não conseguem viver sem aquilo, sem grana e as
facilidades que o sucesso traz. A gente já teve exposição em mídia, o
Gordo já foi apresentador da MTV, mas isso para o Ratos nunca foi um
retorno positivo. Somos uma banda que veio do punk, então o fato do
vocalista trabalhar na TV não trouxe sucesso, pelo contrário, trouxe
cobrança ideológica. A banda sempre tentou manter-se a parte disso,
inclusive o Gordo.
O Ratos passou por mudanças de integrantes e do som da banda. Fale dessas transformações e cobranças que receberam.
O lance da cobrança do estilo musical já foi pior, pois às vezes é
difícil para algumas pessoas assimilarem. Queira ou não, o Ratos deu a
cara para bater, deu um passo a frente, ninguém estava misturando punk
com metal quando a gente começou. Da parte do punk sempre teve aquele
lance dos caras torcerem o bico. O Ratos sempre fez discos diferentes um
dos outros, sempre mantendo o estilo da banda. Óbvio que teve outros
ingredientes que foram somados a nossa música, influências diversas
também. Tem banda como ACDC, Motorhead, Ramones, Cólera, que podem ficar
tocando a mesma coisa a vida inteira e se sentir bem com isso. Não é
meu caso. Gosto de fazer coisas que sejam relevantes para mim em
primeiro lugar.
E o que tem escutado?
Tem uns estilos que meio que doem no saco, bandas nessa linha tipo
Slipknot, tem umas guitarronas e tal, maior visual maneiro, mas eu não
consigo parar para ouvir. Não sei se estou ficando um velho chato.
Quando eu pego coisa nova para ouvir é banda tipo Slayer, que lança
sempre disco bom, Napalm Death, Testament, Exodus. Não são bandas novas,
são discos novos. Citei o new metal, que o cara vai cantando meio
‘amorosozinho’ e depois vai ficando ‘raivosão’. Sei lá, prefiro ouvir um
Johnny Cash.
Como é a relação com os demais integrantes do RDP?
Bem boa, viajamos junto para caralho. Viajamos mais juntos entre nós
do que com as nossas famílias. Respeitamos as individualidades. Sou o
único que não sou vegano. A gente tem nossa vida fora da banda e ninguém
fica andando junto para lá e para cá. Fora do lance do Ratos, cada um
tem sua vida e é bem diferente a vida de cada um. Isso é bom, pois na
época lá de atrás, quando a gente do Ratos andava toda hora junto, tinha
mais treta. Na época do Jabá [ex-baixista e um dos fundadores
1981-1993], do Spaghetti [ex-baterista 1981 a 1991]. A gente era jovem,
louco para caralho, a banda tinha mais exposição. Quando a gente fez
o Brasil [álbum lançado em 1989], a gente estava em gravadora grande,
saía em revista, éramos um bando de punk louco sem noção. Era mais
complicado, pois isso acaba desgastando.
Foto: Gibran Mendes
Seu pai tinha uma oficina de pintura de carros, você
trabalhou de motoboy, com Kombi em transportadora. Podemos considerar o
Jão, a veia operária do Ratos?
Pode se dizer que sim. Hoje eu tenho um bar, que a especialidade é
carne, a parrilla argentina. Isso criou uma piada dentro da banda de que
o Ratos criou um açougue. Três são veganos e eu sou o açougueiro da
banda. Venho de família operária, o rock me deu muita coisa, mas nunca
me deu luxo. Consegui criar minhas filhas, viver e criá-las
honestamente. Criar filho com rock no Brasil é meio foda, ainda mais com
um som do tipo do Ratos.
Qual a diferença dos projetos e dos públicos do Ratos de Porão e do Periferia SA.?
O público do Ratos é mais eclético. Vai desde o pessoal do punk, do
hardcore, do metal, até uns perdidos que falam que é a banda do João
Gordo. Já o Periferia é algo mais direcionado musicalmente, não é tão
eclético. Fazemos um punk de protesto, hardcore old school. Essa é a
nossa pegada. Muita gente que não vai no show do Periferia, vai no show
do Ratos. E tem gente que vai no Periferia e não gosta do Ratos.
Vocês foram precursores do punk no Brasil e na época havia
rivalidade entre os punks de São Paulo (capital) e do ABC. Fale desse
período.
Era uma treta de gangue bairrista, uns se achavam mais punk que os
outros. Quando entrei no punk eu nunca tinha ido para o ABC. Pelo fato
do ABC ter as empresas multinacionais, as indústrias, tinha muito
punk working class, mais tinha muito skinhead, aquele lance
nacionalista. E isso também era motivo de briga. No fundo acho que todo
mundo gostava de brigar e de ter uma treta. Eu particularmente, o Jão,
nunca tive nada com os caras. Eu até achava que tinha umas bandas do ABC
bem mais fodas que as de São Paulo, tipo o Áustria. Quando teve o
Começo do Fim do Mundo [festival punk em 1982], no Sesc Pompéia, foi
tenso, pois juntou todo mundo, juntou punks de São Paulo e do ABC pela
primeira vez. O clima era de que iria dar merda. Os caras do ABC achavam
que a gente era playboy, mas não tinha playboy, a gente era da
periferia de São Paulo. Subúrbio e periferia é tudo a mesma coisa, gente
excluída da sociedade. Hoje já tem o lance ideológico, do tipo: sou
vegano e não ando com você, sou anarcopunk e não ando com você,
sou crust e não ando contigo.
Foto: Gibran Mendes
Quais as histórias mais bizarras que lembra nestes 36 anos?
Coisas bizarras acontecem sempre. Mas tem umas coisas que são bem
loucas, se puxar no Youtube vai achar lá “Ratos: bolt of love”, a gente
tocando em um barco do amor em um lago na Finlândia. A gente tocando e o
barquinho chacoalhando. Esse ano fizemos uma turnê latino-americana em
lugares que nunca tínhamos ido. Costa Rica, El Salvador. É louco ver que
a gente tem público lá. Na Bolívia, por exemplo, teve um show com uns
moleques que tinham umas camisetas escritas Ratos de Porão a mão, pois
os moleques não tinham dinheiro para comprar e acho que nem chegava
nosso material lá. Isso é louco, pois remete a minha adolescência. Tinha
umas camisetas escritas “vida ruim”, “Ratos de Porão”. Me identifiquei
para caralho. Hoje, mesmo com esse mundo globalizado, tem um monte de
excluído. Se marcar está pior. A evolução é relativa.
Em 1989 vocês lançaram Brasil, com clássicos como Amazônia
Nunca Mais, Farsa Nacionalista, Máquina Militar, Crianças Sem Futuro.
Trace o Brasil de 1989 e o Brasil atual?
O momento atual do Brasil como sociedade está bem estranho. Não sei
até que ponto as redes sociais influenciaram nisso. Hoje em dia tem um
monte de filha da puta eleitor do Bolsonaro que tem orgulho disso,
orgulho de um cara que é a maior toupeira. Se identificam pela
toupeirice entre o candidato e o eleitor. Discuto nas redes sociais com
uns babacas que acreditam que a terra é plana, que Hitler era comunista.
O mundo tem muita informação hoje, na minha época você tinha que correr
atrás da informação. Era através de livros, livro te salvava. Hoje os
idiotas compram ideias prontas. A política no Brasil está bizarra, a
eleição do ano que vem é um negócio temeroso. As opções são brutas, até
Luciano Huck tentaram lançar. Depois do golpe, pois isso foi um golpe,
um golpe de velhos aristocratas que não querem ver pobre em avião. Para
eles pobres tem que andar de ônibus, tem que se foder, engraxar o
sapato deles, servir a comida deles. Olha o Temer, eu desejo muito mal
para esse verme filho da puta. Onde está aquela galera que estava
fazendo dancinha na Paulista pintado? Onde está essa gente? Essa galera
não está se sentindo enganada? Não é possível, o preço da gasolina para
mim é o mesmo que para eles. Olha esse lance trabalhista [reforma
trabalhista], eu não sou empregado, mas no meu bar eu tenho várias
pessoas registradas. Eu não concordo com isso ai e não vou fazer isso
com os caras que trabalham para mim. O bagulho foi um crime, um roubo,
uma exploração.
E o Dória?
Putz, o Doriana é triste hein malandro! Os caras pensaram que ele
iria colocar todo mundo de camisa polo Ralph Lauren na escola, caviar na
merenda, vai vendo. O cara é um patife, um marqueteiro. Nunca cuidou
nem da conta corrente dele, não sabe administrar nada. É capaz de um
bosta deste tentar ser candidato. Quem votou no cara lá em São Paulo não
quer dar o braço a torcer, assim como a galera que apoiou o golpe. Os
caras tem tipo orgulho, jamais vão admitir que estão errados. O cara
burro não admite nunca, ele vê que a gasolina está mais de quatro
contos, vê os direitos trabalhistas roubados, vê professor não ganhando
salário, mas não admite a merda toda. Pega o Alckmin, outro patife da
pior espécie. Já dizia Rui Barbosa, “não se iluda com pessoas de cabelo
branco, pois os canalhas também envelhecem”.
Foto: Gibran Mendes
A repressão, a violência policial, sempre estiveram nas letras do Ratos. Diante do atual cenário, para onde podemos caminhar?
Acho preocupante todo esse lance de repressão. Eu sempre posto lá
[Facebook], a polícia militar tem que acabar, porque esse formato aí é
da ditadura. Estamos no mesmo nível daquela época, vai professor
protestar porque não está ganhando salário e leva bala de borracha,
spray de pimenta no olho. Quando eu posto isso sempre vem os
Bolsominions dizer: “quem tem medo de polícia é bandido (sic)”. Essas
frases prontas. Não sou bandido, mas sou cabreiro com a polícia sim.
Quando o Ratos estava prestes a completar 30 anos foi lançado
o documentário Guidable. Recentemente vocês fizeram um show com outras
bandas, como Resto de Nada, Mercenárias, AI-5, em comemoração aos 40
anos do punk rock. E para os 40 anos do RDP, o que vislumbrar?
Quando o Ratos fez 30 anos eu juntei quase todo mundo que tocou no
Ratos, faltou só o Pica Pau [ex-baixista 1995 a 1999]. Era para ter
saído um DVD disso ai. Contamos a história da banda através da
discografia com as formações da época. Mas deu merda no áudio e
desistimos de lançar. Sobre os 40 anos têm quatro anos para gente
pensar, mas vamos comemorar de alguma forma sim.
Vocês estão no estúdio compondo?
Estamos terminando de compor, mas cada um tem sua vida, seus projetos
paralelos, mas estamos querendo fazer disco novo por aí, pois o momento
do Brasil é bem propício. Motivo para fazer letra tem. O Ratos sempre
foi chato com a gente mesmo neste lance de composição. A gente vai
gravar o disco na certeza que tem que estar legal. A gente prefere
demorar um pouco mais para lançar um disco ao invés de fazer um bagulho
nas coxas.
Nestes 36 anos de banda, se pudesse voltar no tempo, o que faria diferente?
Não fumaria crack. Isso atrasou meu lado, perdi amigos. Vida pessoal
ficou na merda, devendo para traficante. Mandamos o Jabá embora da
banda, que era o fundador junto comigo. Esse tipo de coisas. Essas
cagadas se eu não pudesse fazer seria bem melhor. Foi uma fase bem
crítica, não sei como a banda não acabou e até conseguiu produzir
coisas.
Roger Waters voltará ao Brasil para mais uma turnê em outubro de
2018. O ex-integrante do Pink Floyd trará a turnê “Us + Them” para sete
capitais do País: São Paulo, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Rio,
Curitiba e Porto Alegre.
Em São Paulo, Roger Waters tocará no dia 9 de outubro no Allianz
Parque, a Arena do Palmeiras; em Brasília, no dia 13, no Estádio Mané
Garrincha; e, em Salvador, no dia 17, na Itaipava Arena Fonte Nova.
Em Belo Horizonte, vai se apresentar no dia 21 de outubro no Estádio
Mineirão; no Rio, no dia 24, no Maracanã; em Curitiba, no dia 27,
no Estádio Couto Pereira; e, em Porto Alegre, tocará no dia 30
no Estádio Beira-Rio.
A turnê de Waters combina clássicos do Pink Floyd e novas canções de seu trabalho solo.
Músicas do seu mais recente álbum “Is This the Life We Really Want?” também farão parte dos shows no Brasil.
Para o público em geral de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de
Janeiro, as vendas começam dia 14 de dezembro, a partir de 00h01 pela
internet, no site
da Tickets For Fun, e às 10 horas nas bilheterias oficiais (Citibank
Hall, em São Paulo; no Km de Vantagens Hall BH, em Belo Horizonte;e
no Km de Vantagens Hall RJ, no Rio de Janeiro), sem taxa de
conveniência, e pontos de venda espalhados pelo Brasil.
Já para o público em geral de Brasília, Salvador, Curitiba e Porto
Alegre, as vendas começam no dia 15 de dezembro, a partir das 00h01 pela
internet no site da Tickets For Fun e às 10 horas nas bilheterias
oficiais (na Fnac Park Shopping, em Brasília; na Itaipava Arena Fonte
Nova, em Salvador; na Fnac, em Curitiba; e na Bilheteria Sunset do
Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre) e pontos de venda espalhados pelo
Brasil.
Clientes cartão Elo contarão com pré-venda exclusiva entre os
dias 11 e 13 de dezembro, começando às 21 horas do dia 11 de
dezembro pelo site da Tickets For Fun e às 10 horas do dia 12 de
dezembro nas bilheterias oficiais e pontos de venda espalhados pelo
Brasil. A pré-venda exclusiva para clientes cartão Elo termina às 21
horas, do dia 13 de dezembro.
Para o show em São Paulo, a capacidade estimada na Arena do Palmeiras
é de 45.500 pessoas. Os ingressos inteiros para a Pista Premium custam
R$ 810,00. Para a Pista Comum, saem por R$ 380,00. A Cadeira Inferior
terá entradas ao preço de R$ 550,00 e a Cadeira Superior custará R$
330,00.
Quanto à apresentação em Brasília, a capacidade estimada no Estádio
Mané Garrincha é de 54.390 pessoas. Os ingressos inteiros para a Pista
Premium custam R$ 720,00. Para a Pista Comum, saem por R$ 340,00. A
Cadeira Inferior terá entradas ao preço de R$ 490,00 e a Cadeira
Superior custará R$ 240,00.
Para o show em Salvador, a capacidade estimada na Arena Fonte Nova é
de 56.000 pessoas. Os ingressos inteiros para a Pista Premium e para o
Lounge Premium custam R$ 710,00. Para a Pista Comum e Setor Norte
Inferior, saem por R$ 300,00. Os setores Leste Inferior e Oeste Inferior
terão entradas ao preço de R$ 420,00 e os setores Leste Intermediário e
Norte Intermediário custarão R$ 260,00. O setor Superior, por sua vez,
terá o preço de R$ 180,00.
Quanto à apresentação em Belo Horizonte, a capacidade estimada no
Estádio do Mineirão é de 51.000 pessoas. Os ingressos inteiros para a
Pista Premium custam R$ 720,00. Para a Pista Comum, saem por R$ 340,00. A
Cadeira Inferior terá entradas ao preço de R$ 490,00 e a Cadeira
Superior custará R$ 300,00.
Para o show no Rio de Janeiro, a capacidade estimada no Estádio do
Maracanã é de 66.400 pessoas. Os ingressos inteiros vão custar R$ 720,00
para a Pista Premium e R$ 340,00 para a Pista Comum. A Cadeira Maracanã
Mais (Leste e Oeste) terá o ingresso no valor de R$ 720,00. A Cadeira
Inferior Leste e a Oeste têm ingressos a R$ 490,00. A Cadeira Superior
Leste e a Cadeira Inferior Sul tem entradas no valor de R$ 300,00; e a
Cadeira Superior 2 Sul e a Cadeira Superior Nível 5, por R$ 220,00.
Quanto à apresentação em Curitiba, a capacidade estimada no Estádio
Couto Pereira é de 41.480 pessoas. Os ingressos inteiros para a Pista
Premium custam R$ 720,00. Para a Pista Comum, saem por R$ 340,00. A
Cadeira Social terá entradas ao preço de R$ 390,00, a Cadeira Pro Tork
custará R$ 490,00 e a Arquibancada, R$ 220,00.
Para o show em Porto Alegre, a capacidade estimada no Beira-Rio é de
48.517 pessoas. Os ingressos inteiros para a Pista Premium custam R$
765,00. Para a Pista Comum, saem por R$ 360,00. A Cadeira Inferior terá
entradas ao preço de R$ 500,00 e a Cadeira Superior custará R$ 250,00. A
Sky Box e a Cadeira Premium terão valor de ingresso de R$ 540,00.
Clientes cartão Elo poderão parcelar seus ingressos em até 8
vezes durante o período da pré-venda e terão este benefício estendido
até 31 de dezembro de 2017. A partir de 1º de janeiro de 2018, poderão
parcelar seus ingressos em até 3 vezes.
Já os clientes dos demais cartões poderão comprar seus ingressos a
partir da abertura de vendas para o público geral com parcelamento em
até 6 vezes até 31 de dezembro de 2017. A partir de 1º de janeiro de
2018, poderão parcelar seus ingressos em até 2 vezes.
A turnê “Us + Them” marca o retorno de Roger Waters para o Brasil
desde 2012, quando esteve no país com a turnê The Wall Live (2010-2013),
que foi vista por mais de 4 milhões de fãs ao redor do mundo, em 219
shows. A histórica apresentação de São Paulo, no Estádio do Morumbi,
contou com a cobertura da imprensa do mundo inteiro.
O renomado Steve Rothery
promete emocionar aos fãs de São Paulo e Rio de Janeiro com a execução
de clássicos do lendário grupo de rock progressivo, além de tocar o belo
disco solo “The Ghosts of Pripyat” na integra
STEVE ROTHERY, uma das personalidades mais importantes da história do
rock progressivo mundial, faz duas apresentações especialíssimas da
turnê “Ghosts & Garden Parties” no Brasil nesta semana.
Acompanhado da formidável THE STEVE ROTHERY BAND, o famoso
guitarrista toca em São Paulo (06/12 – Carioca Club) e Rio de Janeiro
(07/12 – Teatro Rival) para executar dois sets imperdíveis: um com
material do belo disco solo “The Ghosts of Pripyat” (2014) e outro
exclusivamente com músicas raramente tocadas ao vivo da era “Fish”, do Marillion.
O guitarrista britânico STEVE ROTHERY é mundialmente conhecido por integrar a banda de rock progressivo Marillion,
desde sua formação original de 1979. Seu modo de tocar combina o
feeling e a melodia com técnica refinada, que resulta em riffs e solos
fortemente técnicos, emotivos e reflexivos.
Suas principais influências vem de expoentes como Jeff Beck, David Gilmour, Andrew Latimer e Larry Carlton. Seus solos mais exaltados pelo público são os das músicas “Easter”, “Sugar Mice”, “This Strange Engine”, “Lavender”, “100 Nights”, “Incubus”, “Chelsea Monday”, “Ocean Cloud”, entre outros.
Em 2001, ROTHERY foi eleito o melhor guitarrista da cidade de
Yorkshire, o maior condado histórico da Inglaterra, em enquete
desenvolvida pela revista inglesa Total Guitar. STEVE ROTHERY também é
integrante da banda de folk rock britânica The Wishing Tree.
Confira abaixo “Incubus” do Steve Rothery Band:
SERVIÇO SÃO PAULO
Overload orgulhosamente apresenta The Steve Rothery Band
Data: quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Local: Carioca Club – www.cariocaclub.com.br
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – próximo ao Metrô Faria Lima
Abertura da casa: 19h30 | Showtime: 21h
Evento: Facebook
Classificação etária: 16 anos
Estacionamento: locais próximos sem convênio
Estrutura: ar-condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria
# SETORES/VALORES
– Pista: R$ 120,00 (meia-entrada/promocional*)
– Camarote: R$ 180,00 (meia-entrada/promocional*)
*O ingresso promocional antecipado é válido mediante a entrega de 1 kg de alimento não-perecível na entrada do evento.
# COMPRA PELA INTERNET – Clube do Ingresso
# PONTO DE VENDA: Bilheteria do Carioca Club
# Pontos de venda autorizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Barueri,
Carapicuíba, Curitiba, Jandira, Osasco, Santo André, São Caetano do Sul e
São Jose do Rio Preto – Clube do Ingresso
SERVIÇO RIO DE JANEIRO Overload orgulhosamente apresenta The Steve Rothery Band
Data: quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
Local: Teatro Rival Petrobras
End: Rua Álvaro Alvim, 33 – Centro
Hora: 19h30 (abertura dos portões) | 21h (showtime)
Evento: Facebook
Censura: 18 anos
# PONTO DE VENDA (sem taxa de conveniência): loja Sempre Música do
Catete (R. Corrêa Dutra, 99 – Loja 216 – Catete) e loja Scheherazade
(Rua Conde de Bonfim, 346 – Loja 209 – Tijuca)
# Outros pontos de venda autorizados: São Paulo, Rio de Janeiro,
Barueri, Carapicuíba, Curitiba, Jandira, Osasco, Santo André, São
Caetano do Sul e São Jose do Rio Preto – Clube do Ingresso
**** Para a compra de ingressos para estudantes, aposentados e
professores estaduais, os mesmos devem comparecer pessoalmente portando
documento na bilheteria respectiva ao show ou nos pontos de venda.
Esclarecemos que a venda de meia-entrada é direta, pessoal e
intransferível e está condicionada ao comparecimento do titular da
carteira estudantil no ato da compra e no dia do espetáculo, munido de
documento que comprove condição prevista em lei;
***** A produção do evento NÃO se responsabiliza por ingressos comprados fora do site e pontos de venda oficiais;
****** É expressamente proibida a entrada com câmeras fotográficas e filmadoras profissionais ou semi-profissionais.