segunda-feira, 12 de março de 2018

The Dead Daisies lança “Rise Up” o primeiro single do novo disco


“Rise Up”, single lançado no dia 9 de março, sexta-feira, é a primeira faixa divulgada de Burn It Down, quarto disco de estúdio The Dead Daisies. Com uma batida arrebatadora e guitarras potentes, a música constrói o cenário ideal de um outro grande ano para a banda.

“‘Rise Up’ tem um riff old school do Sabbath, somado a uma letra raivosa sobre o atual estado do mundo! É sobre as pessoas que estão no poder dizerem que têm os melhores interesses mas, na verdade, não terem! Precisamos nos levantar e fazer com que nossas vozes sejam ouvidas, para dizermos para eles que queremos mudança e merecemos coisas melhores!”, disse o vocalista John Corabi.

O lançamento do single é acompanhado por um videoclipe provocante, que explora os problemas citados por Corabi.


Burn It Down, que chega em 6 de abril pela Spitfire Music, é um disco poderoso, com uma bateria que pulsa, um baixo inesquecível, guitarras que gritam e vocais honestos. Evocando o melhor do Rock dos anos 1970, Burn It Down irá destruir todos os obstáculos em seu caminho.

Em abril, o The Dead Daisies embarca em uma turnê mundial com datas já esgotadas no Reino Unido e na Europa. Depois, a banda parte para o aguardado retorno ao Japão e à América do Sul.

O The Dead Daisies é composto por Doug Aldrich (Whitesnake, Dio), John Corabi (Mötley Crüe, The Scream), Marco Mendoza (Whitesnake, Thin Lizzy), Deen Castronovo (Bad English, Journey) e David Lowy (Red Phoenix, Mink).


Fonte: Universo do Rock

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quinta-feira, 8 de março de 2018

Voando (Historias do rock)

Mesmo com repertório questionável, Queens of The Stone Age se vale de bom entrosamento e domina o palco na abertura para o Foo Fighters.



 Fotos: Marcos Hermes/Divulgação.

O vocalista e guitarrista do Queens Of The Stone Age, Josh Homme, um dos ícones do rock mais recente
O vocalista e guitarrista do Queens Of The Stone Age, Josh Homme, um dos ícones do rock mais recente

Se não fosse o Foo Fighters), o Queens Of The Stone Age teria roubado a cena na noite do domingo  25 de fevereiro no Maracanã. Porque o grupo, liderado por Josh Homme, um dos ícones do rock mais recente, assim como Dave Grohl, pode ser colocado inequivocamente na galeria de grandes shows dos últimos tempos. Mesmo sem lançar grandes trabalhos há uma década – foram só dois discos em 10 anos -, a banda se supera em cima do palco, a custa do entrosamento de uma – quem diria! - duradoura e enxuta formação, que, no passado, era um ajuntamento cheio de entra e sai que só começava a tocar depois de uma longa lista de chamada ser feita. E faz muita diferença o modo como eles tocam, sobretudo quando as três guitarras estão a todo o vapor no palco.

Sim, porque o QOTSA contemporâneo vive o paradoxo de não ter lá tantas músicas boas assim – uma falha de composição -, mas tocá-las tirando sons incomuns não só das guitarras, mas também dos teclados e acessórios – mérito do cuidado ao fazer os arranjos com uma sonoridade peculiar. Isso somado, com a atitude e a garra de quem vive o rock de verdade, com o bom entrosamento fornecido pela estrada, resulta em apresentações fulminantes como a de ontem. Músicas como “The Evil Has Landed” e “I Sat by the Ocean”, por exemplo só mostram o potencial que têm ao serem tocas ao vivo. A primeira com um riff matador inexpressivo em disco e um final demolidor, e, a segunda, com um modo de tocar slide guitar muito diferente do que se vê há anos no rock e no blues rock, cortesia dos guitarristas Troy Van Leeuwen e Dean Fertita, que também toca teclados e adjacências. 

O baixista Michael Shuman, com diferenciado figurino, entre os bastões verticais luminosos do palco
O baixista Michael Shuman, com diferenciado figurino, entre os bastões verticais luminosos do palco

De todas a apresentações no Brasil, incluindo em festivais como Rock In Rio (duas vezes), Lollapalooza e SWU, esse é o maior show do grupo em termos de tempo disponível para tocar, à exceção da noite de setembro de 2014, em São Paulo. Assim, o repertório, embora questionável, aparece bem distribuído entre os trabalhos mais recentes, e sobra espaço para quatro faixas de “Songs for the Deaf”, de 2002, um clássico da banda e relevante para o rock em todas as épocas. A versão esfuziante para “You Think I Ain’t Worth a Dollar, But I Feel Like a Millionaire” arrebata até ao fã de última hora, e “No One Knows”, coladinha nela e mais conhecida, leva o público ao delírio, em um dos melhores momentos da noite, ainda mais com um solo pauleira do batera Jon Theodore no meio. Nota-se, também, que o público chegou cedo para ver o Queens, ou a interseção de fãs entre uma banda e outra é maior do que parece.

Curiosamente, o álbum de estreia, homônimo, passa batido, e o segundo trabalho, o ótimo “Rated R”, só comparece com uma música, e não é até então obrigatória “Feel Good Hit of the Summer”, simbólica da imagem de doidões da qual talvez hoje a banda queira se afastar. De todo modo, o show funciona muitíssimo bem – repita-se – pelo fato de o grupo como um todo estar acertadinho, voando em cima do palco. Mesmo como abertura para o FF, o show tem um cenário bem bolado, com iluminação baixa – uma tônica no QOTSA – e bastões verticais cravados no palco que envergam como vara de jatobá e cedem bons efeitos de luz. Outras performances que realçam, em um show praticamente perfeito, são as de “My God Is the Sun”, cujo riff surpreende pelo peso, mas segue familiar ao mesmo tempo, com uma paradinha sensacional no final; “Little Sister”, com um impressionante desfecho acelerado por Theodore; e a dobradinha final com “Go With the Flow”, grande composição, e “A Song for the Dead”, no tradicional momento quebra tudo que acabou o show.

O ótimo baterista Jon Theodore, que solta a mão em todas as músicas e tem um mini momento solo
O ótimo baterista Jon Theodore, que solta a mão em todas as músicas e tem um mini momento solo

Na abertura, o Ego Kill Talent comprovou aquilo que todo mundo já supunha: que o som pesado e bem trabalhado da banda é mesmo feito para as massas. Depois da ótima passagem pelo Palco Sunset, no Rock In Rio do ano passado, quando tocou para um público menor, mas já no clima de um grande festival, o grupo deitou e rolou neste domingo. Não que o público do Maracanã fosse total já na abertura, ainda com dia claro, mas o suficiente para que o encantamento do rock se impusesse. Poucos ali deviam conhecer o quarteto, mas a força da música deles e a boa presença de palco, sobretudo a entrega do vocalista Jonathan Correa, levou ao aplauso geral ao final da apresentação.

O tipo de som, calcado no rock noventista americano, e de certa forma identificado com o das bandas principais, também colaborou para a aceitação geral do público. Ou seja, vale a pena a produção escolher bem as bandas certas para shows de abertura de bandas internacionais. Das sete músicas tocadas em meia horinha só, destaque para a pedrada “Heroes, Kings and Gods”, com um instrumental poderoso; a pegada grunge e pesada de “Sublimated”, que despertou as palmas da plateia antes de terminar; e para o desfecho, com a grooveada, mas também pesada “Last Ride”. Para quem há três anos estava no meio do público, como disse Jonathan, vendo o Foo Fighters de baixo para cima, nada mal. E pensar que a banda ainda tem muito a crescer.

O vocalista do Ego Kill Talent, Jonathan Correa: há três anos, estava no meio do público do Foo Fighters
O vocalista do Ego Kill Talent, Jonathan Correa: há três anos, estava no meio do público do Foo Fighters

Set list completo Queens Of The Stone Age:
1- If I Had a Tail
2- Smooth Sailing
3- My God Is the Sun
4- Feet Don’t Fail Me
5- The Way You Used to Do
6- You Think I Ain’t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire
7- No One Knows
8- The Evil Has Landed
9- I Sat by the Ocean
10- Make It Wit Chu
11- Domesticated Animals
12- Villains of Circumstance
13- Little Sister
14- The Lost Art of Keeping a Secret
15- Go With the Flow
16- A Song for the Dead



Fonte: Rock em Geral
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domingo, 4 de março de 2018

Lollapalooza Brasil divulga os horários das atrações

 

Lollapalooza Brasil 2018 acaba de revelar a tão aguardada programação oficial dos quatros palcos. A edição de 2018 acontece nos dias 23, 24 e 25 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers, The Killers, Imagine Dragons, Lana Del Rey e LCD Soundsystem são os headliners. O line-up ainda traz nomes como Chance The Rapper, Wiz Khalifa, Dj Snake, Liam Gallagher, The National, Alok, Hardwell, Galantis, David Byrne, entre outros.


CONFIRA O LINE-UP OFICIAL POR DIA DA EDIÇÃO DE 2018

DIA 23 – Sexta-feira
Palco Budweiser
11h45 – Nem Liminha Ouviu
12h50 – Selvagens à Procura de Lei
14h30 – Rincón Sapiência
16h20 – Spoon
18h30 – Chance The Rapper
21h10 – Red Hot Chili Peppers

Palco Onix
12h00 – Luneta Mágica
13h40 – Vanguart
15h20 – Volbeat
17h25 – Royal Blood
19h35 – LCD Soundsystem

Palco Axe
12h50 – Plutão Já Foi Planeta
14h30 – Mallu Magalhães
16h20 – Oh Wonder
18h30 – Zara Larson
21h30 – Mac Demarco

Perry’s by Doritos
12h40 – Sevenn
13h35 – Kyle Watson
14h45 – Ftampa
15h55 – Shiba San
17h05 – What So Not
18h15 – Alison Wonderland
19h25 – DVBBS
20h35 – Galantis
22h00 – Alok

DIA 24 – Sábado

Palco Budweiser
12h30 – Tagore
14h10 – Ego Kill Talent
16h10 – Anderson Paak
18h20 – The National
22h00 – Pearl Jam

Palco Onix
11h50 – Ventre
13h15 – Liniker & os Caramelows
15h05 – Kaleo
17h15 – David Byrne
19h35 – Imagine Dragons

Palco Axe
12h30 – Jesuton
14h10 – Tash Sultana
16h10 – O Terno
18h20 – Mano Brown
21h00 – Kygo

Perry’s by Doritos
12h40 – Devochka
13h35 – Gustavo Motta
14h45 – Whethan
15h55 – Louis The Child
17h05 – Mac Miller
18h15 – NighMre
19h25 – Deoroo
20h35 – Yellow Claw
22h00 – DJ Snake

DIA 25 – Domingo
Palco Budweiser
12h30 – Braza
14h10 – Milky Chance
16h10 – The Neighbourhood
18h20 – Liam Gallagher
21h00 – The Killers

Palco Onix
11h45 – Francisco El Hombre
13h20 – Sofi Tukker
15h10 – Metronomy
17h15 – Khalid
19h25 – Lana Del Rey

Palco Axe
12h30 – Mahmundi
14h10 – Tiê
15h10 – Tropkillaz
16h20 – Tyler, The Creator
21h00 – Wiz Khalifa

Perry’s by Doritos
13h00 – Jord
14h00 – Jetlag
15h00 – Cat Dealers
16h00 – Thomas Jack
17h15 – Cheat Codes
18h30 – Alan Walker
19h45 – Dillon Francis
20h55 – Hardewll

SERVIÇOS:
LOLLAPALOOZA BRASIL 2018
Datas: 23, 24 e 25 de março de 2018
Local: Autódromo de Interlagos – Avenida Senador Teotônio Vilela, 261 – Interlagos – São Paulo – SP

Ingressos:

LOLLA DAY – 2º LOTE
Sexta-feira, dia 23 de março – DISPONÍVEL – R$ 400 R$ 800
Sábado, dia 24 de março – ESGOTADO
Domingo, dia 25 de março – DISPONÍVEL – R$ 400 R$ 800

 Melhores Momentos 2016

Melhores Momentos 2017


Fonte: Universo do Rock

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Palestra radiante

No show do novo álbum, Foo Fighters converte músicas em esquetes que são aula e ao mesmo tempo espécie de parque temático do rock.

O vocalista, guitarrista e mestre de cerimônia do Foo Fighters, Dave Grohl, com a contumaz empolgação
O vocalista, guitarrista e mestre de cerimônia do Foo Fighters, Dave Grohl, com a contumaz empolgação

Não é só mais um show de rock para 30 mil pessoas em um estádio. Não é só uma banda consagrada apresentando as músicas do disco novo e repetindo seus grandes sucessos, que é o que o público realmente quer ouvir. Se fosse assim, já seria ótimo, mas a apresentação do Foo Fighters na noite deste domingo (25/2), no Maracanã, é muito, muito mais. Supera o protocolo adotado por dez entre dez artistas seja de que segmento for e aponta para o improviso, ainda que de certo modo planejado, e para o desenrolar de um repertório apresentado de forma única, desenvolvida ano após ano, turnê após turnê, meio intuitivamente, por uma sólida formação que já dura, sobre o palco, mais de 10 anos. Com o Foo Fighters, uma música tocada ao vivo jamais é igual a ela própria, tocada em outra 
turnê.

Para se ter uma ideia, na primeira meia hora só cabem quatro músicas, convertidas que são em versões alongadas instrumentalmente, com interstícios para a participação da cantoria do povaréu, ou com inserções nem sempre oportunas – vamos e venhamos – de um empolgadaço Dave Grohl. Ele é a figura central da apresentação e já sobe no palco com a pré-disposição de botar pra quebrar, correndo de lado a outro do palco e cantando/gritando furiosamente. Com mais dois guitarristas (Chris Shiflett e Pat Smear) e o tecladista Rami Jaffee, Grohl se dá ao luxo de tocar assim, assim, enquanto deixa emergir a veia daquele que entretém, para a satisfação de uns e o desalento de outros, como acontece com grandes ícones do rock em todas as épocas. Que rende momentos engraçados e outros enfadonhos, não tenha dúvida.

Dave Grohl, à direita, e o baterista Taylor Hawkins, no fundo, único que divide protagonismo com ele
Dave Grohl, à direita, e o baterista Taylor Hawkins, no fundo, único que divide protagonismo com ele

A abertura é com “Run”, o indigesto single do novo álbum, “Concrete and Gold”, prontamente reconhecida pelo público, que realça o groove e a espécie de “batida de maracatu” imposta pelo batera Taylor Hawkins, em contraposição ao vocal gritado de Grohl, tudo no mais sutil Soulfly/Sepultura style. O público se acaba é na sequência, que inclui – tudo estendido - clássicos como “The Pretender”, com um ótimo duelo de Dave Grohl com Shiflett, e “Learn to Fly”, quando o desafio do vocalista é com um poderoso Hawkins. Na maior parte do tempo, a banda, acrescida por três vocalistas de apoio anônimas em algumas músicas, parece brincar de estátua para que o chefão Grohl brilhe à frente, à exceção de Taylor Hawkins, o “primeiro flerte” do vocalista, segundo ele próprio em uma de suas tiradas.

E Hawkins brilha em várias partes do show. Na mais extravagante, canta a música “Sunday Rain”, outra das novas, depois de um rápido solo, enquanto a bateria é erguida a uns oito metros de altura por um mecanismo pantográfico no maior estilo Kiss. Mais adiante, na apresentação dos músicos, em esquete quase humorística, faz as vezes de Freddie Mercury no Rock In Rio de 1985, decalcando a inigualável performance de “Love Of My Life”, com o público, embora jovem, fazendo sua parte direitinho. “Esse é o verdadeiro Rock In Rio”, diz Grohl, sem citar que o Foo Fighters estreou no Brasil na edição de 2001 do festival. Hawkins ainda troca de lugar com Grohl, que assume as baquetas em uma versão certinha para “Under Pressure”, de Queen + David Bowie, cujo nome infelizmente não é citado.

O guitarrista Chris Shiflett, agora com o look e também tocando como guitar hero no Foo Fighters
O guitarrista Chris Shiflett, agora com o look e também tocando como guitar hero no Foo Fighters

O momento apresentações da banda, que tem sido aperfeiçoado turnê após turnê, ainda tem Chris Shiflett cantando na versão de “Under My Wheels”, de Alice Cooper, e os sem jeito Nate Mendel (baixo) e Pat Smear (guitarra) mandam, respectivamente, um trecho de “Another One Bites the Dust”, também do Queen, e Blitzkrieg Bop, do Ramones. A homenagem maior, contudo, vem no bis, quando a imagem de Malcolm Young, o guitarrista do AC/DC, morto no final do ano passado, aparece no telão, com a banda tocando “Let There Be Rock”, música tema do filme de mesmo nome, forte influência para Grohl decidir montar bandas. Com tanto plus a mais, o show bate as duas hora e meia de duração, em um roteiro que, se é verdadeiro espetáculo temático do rock de várias épocas, além do show do FF em si, pode não ser tão bem compreendido pelo público, como se fosse uma primeira aula de uma matéria pouco estudada nesses tempos tão estranhos.

Pode não parecer, mas o cenário é também incomum, a começar pelo telão central, no formato de losango retângulo que remete à capa de “Concrete and Gold”. A iluminação, em pequenos spots quadrados de led, aparece em barras partidas três a três que assumem configurações diversificadas a cada música, e o uso de raio laser, seja projetando o logo da banda sobre os equipamentos, ou no clássico “raio de sol”, é aplicado durante toda a noite. Parece que não, mas são detalhes que contribuem para a pecha de “única” para a apresentação. Do disco novo, entram ainda “Make It Right”, que passa batida no meio do show ante ao desinteresse total da plateia, insensibilizada com um riff dos bons, e a marcial “The Sky Is a Neighborhood”, cujo tom épico e o apoio das vocalistas têm bom eco na multidão.

O discreto baixista Nate Mendel, junto com Taylor Hawkins: cozinha certeira para a guitarra brilhar
O discreto baixista Nate Mendel, junto com Taylor Hawkins: cozinha certeira para a guitarra brilhar

Apesar da ausência de números como “I’ll Stick Around”, “Congregation” e “Arlandria”, na contabilidade final o repertório tem músicas dos nove álbuns de estúdio da banda, à exceção de “Sonic Highways” (2014), talvez por ser um projeto específico com a participação de vários músicos. 

Direcionada aos fãs old school (teve a tradicional pergunta de quem estava no show do FF pela primeira vez), “Breakout” recebe adesão imediata, assim como a boa “Hope”, do álbum “Wasting Light”, de 2011, talvez o último grande trabalho da banda. A primeira parte é encerrada em grande estilo com “Best of You”, e o bis, curto – mas eram duas hora e meia! – termina com a participação geral da plateia em “Everlong”. O fim de um show que, pelos contornos singulares, possivelmente será bem diferente no futuro. Quem viu, viu. Quem não viu, veja.

Set list completo:
1- Run
2- All My Life
3- Learn to Fly
4- The Pretender
5- The Sky Is a Neighborhood
6- Rope
7- Sunday Rain
8- My Hero
9- These Days
10- Walk
11- Breakout
12- Make It Right
13- Under My Wheels
14- Another One Bites the Dust/Blitzkrieg Bop/Love of My Life/Blitzkrieg Bop
15- Under Pressure
16- Monkey Wrench
17- Times Like These
18- Best of You
Bis
19- This Is a Call
20- Let There Be Rock
21- Everlong

O tecladista Rami Jaffee, Dave Grohl, Taylor Hawkins e Nate Mendel, com o losango retângulo atrás
O tecladista Rami Jaffee, Dave Grohl, Taylor Hawkins e Nate Mendel, com o losango retângulo atrás 


Fonte: Rock em Geral

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O lançamento do álbum ‘Roots’, do Sepultura

Há exatos 20 anos, uma revista e um programa de rádio independentes furaram esquemas oficiais e tocaram o material em primeira mão. Foto: Reprodução/Internet. 

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Meus amigos, o que é a natureza. O tempo passa, o tempo voa e lá se vão 20 anos do álbum “Roots”, do Sepultura, o de maior repercussão deles e o último com a chamada formação clássica. Um disco ousado e bastante controverso por misturar ritmos brasileiros como o imaculado - pero no mucho - heavy metal, mas que consagrou mundo afora o jeito Sepultura de se fazer heavy metal, além de influenciar novas gerações de bandas do gênero e não só no Brasil. E isso sem falar no Soulfly e adjacências, que seguem, na maior parte do tempo, reproduzindo a, digamos assim, fórmula “Roots” para todo o sempre.


Mas não era isso que eu queria dizer. O que eu quero contar é que quem lançou “Roots” no Brasil foi esteve que vos escreve, num verdadeiro furo de reportagem que nem sempre é possível fazer quando se trabalha no meio independente. Oficialmente, a data de lançamento de “Roots” é 20 de fevereiro, mas, há 20 anos, o mundo era diferente. Hoje, quando chega a data oficial de um lançamento fonográfico, o material já vazou há tempos, e todo mundo que se interessa por aquele artista já sabe do que se trata. Em 1996, não. Por isso, quando foi ao ar a edição dia 23 de fevereiro do programa EP Vanguarda, na Rádio Rio de Janeiro AM, às 11 da matina, o Brasil ouvia, pela primeira vez todas – eu disse todas – as faixas de “Roots” em primeira mão.

Isso porque, a época, eu representava a saudosa Revista Dynamite, cuja sede era em São Paulo, no Rio, e recebi um advance do tal disco do chefão André Cagni, o Pomba, que por sua vez recebera o material do nosso correspondente em Londres, Celso Barbieri. Lá na Inglaterra, um pré-lançamento do disco havia sido feito, cópias de um CD com as músicas foi distribuído para alguns jornalistas e Barbieri mandou uma para cá. Em princípio, ingênuo, não saquei a importância, mas ao contar para as intrépidas irmãs Andrea e Adriana Cassas, diretoras do programa e parceiras na época, elas logo viram que aquilo tinha que ir ao ar o mais rápido possível.

Nem foi tão rápido assim, porque estávamos no período de Carnaval, e o programa com o lançamento do disco ficou para a sexta depois do fim da festa. Uma data que talvez não tivesse tanta audiência, né? Qual nada, meus amigos. Ocorre que O Globo (não consegui o print do arquivo deles) e o saudoso Jornal do Brasil ficaram sabendo, deram matérias e a coisa quase não sai. Isso porque a gravadora da banda já tinha fechado um acordo com a poderosa Rádio Cidade, que iria fazer o lançamento do álbum justamente naquela sexta, só que às 18h, no badalado programa comandado por Monika Venerábile, uma das locutoras reveladas na Fluminense FM, minha grande referência no rock em todas as épocas. Se bobear, a Cidade até antecipou o lançamento para o mesmo dia, para tentar diminuir o gap entre uma coisa e outra.

Antes disso, a Rádio e a gravadora, ao tomarem conhecimento de que seriam furados por uma nanica concorrência, trataram de tentar impedir que o EP Vanguarda fosse ao ar. Recebi telefonemas que nos ameaçavam de tudo, inclusive de denúncias a órgãos federais de controle, que poderiam tirar o sinal da rádio do ar no horário do programa. Foi ficando legal, né? Confesso que pensei algumas vezes em ao menos adiar o lançamento do disco para a semana seguinte, mas as destemidas Andrea e Adriana puxaram a minha orelha e fui convencido a fazer o que deveria ser feito. E assim colocamos no ar, no dia 23 de fevereiro de 1996, em primeira mão para o Brasil, todas as músicas do álbum “Roots”, do Sepultura. Com comentários e análises deste que vos escreve, mesmo que não se soubesse exatamente o título de algumas das músicas.

A história, contudo, tem um complemento que acredito nunca ter contado. Após o programa, como de hábito, fomos para o QG das Cassas e lá ficamos até a noite, para acompanhar o que seria o lançamento oficial da Rádio Cidade. Obviamente, como é hábito em uma rádio que jamais satisfez os entusiastas do rock em qualquer uma de suas fases, não foi tocada a íntegra do disco, muito menos havia alguém para dar um contexto jornalístico. Se bobear, esse lançamento só foi feito através de permutas de idoneidade duvidosa. Mas isso é o de menos. O que eu quero dizer é que, durante o programa, foi sorteada uma camisa importada já com o logo de “Roots”, e o ganhador – e ainda tem mais essa – foi este que vos escreve. Ou seja: furamos os caras e ainda levamos o brinde deles como troféu. Roots bloody roots!

Portanto, se você que vai a tudo o que é show de rock encontrar um sujeito bem apessoado com um camisão cinza de mangas compridas, com o bolso esquerdo bordado com a logo de “Roots” nas cores da bandeira do Brasil, saiba que esse cara sou eu. Sim, uso até hoje, em poucos dias do ano de um Rio de Janeiro indiferente ao inverno. Saiba também que por trás dessa farda há essa história que acabo de contar, e que, assim como eu, essa camisa vem de longe. Muito longe.


Até a próxima, e long live rock’n’roll!!!

Fonte: Rock em Geral

 




 


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Os mitos e as verdades por trás da vida de Bon Scott

Em formato de biografia, livro do jornalista Jesse Fink conta novos fatos sobre a suspeita morte do primeiro e lendário vocalista do AC/DC


No fim de 2017, fãs de todo o planeta se consternaram com a morte de Malcolm Young, um dos irmãos fundadores do AC/DC. E essa não foi a primeira vez que a morte rondou a existência de uma das maiores bandas de seu gênero da história.

Bon Scott, primeiro e talentoso vocalista do AC/DC, virou uma lenda entre os fãs de rock depois de sua morte precoce, aos 33 anos, no auge da carreira.

Diz a história que, na madrugada do dia 19 de fevereiro de 1980, após um show, ele morreu de intoxicação alcoólica dentro do carro de um amigo. Mas qual a verdade por trás disso?

Há alguns novos fatos que mostram que essa talvez não tenha sido a real causa de sua morte. Além disso, muitos dizem que o Back In Black – álbum de rock mais vendido de todos os tempos e creditado apenas aos irmãos Young e a Brian Singer – teve na verdade uma grande participação de 

Bon. Será mito? Ou há de fato evidências que comprovem isso?

Para desvendar esses mistérios, o jornalista Jesse Fink entrevistou, durante 3 anos, pessoas ligadas a Bon e pesquisou documentos e fotos nunca antes acessados, resultando em sua mais recente obra: Bon: a última Highway (Benvirá, R$ 54,90). Levando o leitor de volta ao intenso período de formação da banda, o livro reconstitui os últimos passos do vocalista e faz o leitor conhecer fatos até então inéditos sobre a história dele.


SOBRE O AUTOR
 
Jesse Fink nasceu em Londres, em 1973. Ele é jornalista e autor do best-seller Os Youngs: os irmãos que criaram o AC/DC, lançado em mais de vinte países. Bon: a última highway é seu quarto livro. Ele vive com a esposa e a filha e divide seu tempo entre Sydney, na Austrália, e São Paulo.


Fonte: Universo do Rock



 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Diana Krall inclui o Brasil na turnê mundial do álbum “Turn Up The Quiet”

 
A turnê mundial 2017-2018 de Diana Krall, para o lançamento do disco “Turn Up The Quiet” inclui três cidades brasileiras: Brasília (24/04), Curitiba (26/04) e São Paulo (28/04), trazida pela Dançar Marketing, responsável pela vinda da artista em 2007, 2008 (quando gravou o DVD “Live in Rio”), e em 2010.

A artista é a única cantora de jazz a ter oito álbuns de estreia no topo da Billboard Jazz Albums. Até o momento, ela já conquistou cinco prêmios Grammy®, oito prêmios Juno® e ganhou nove certificações de ouro, três de platina e sete de multi-platina. A arte única de Krall continua a transcender com o lançamento de “Turn Up The Quiet” e sua turnê mundial.

Pianista de jazz e cantora de renome mundial, gravou “Turn Up The Quiet” pela Verve Records/ Universal Music Canada com co-produção de Tommy LiPuma, vencedor do Prêmio Grammy e produtor de aclamados álbuns de Krall, incluindo “All For You”, “The Look Of Love” e “Live In Paris”.

Krall sempre resgatou riquezas musicais do passado para animar e habitar interpretações no momento presente, mas em “Turn Up The Quiet” ela sacode qualquer pó restante de algumas das melhores histórias no maior de seus álbuns.

Canadense, Diana começou a tocar piano aos quatro anos, e já no colegial integrava um grupo de jazz, na cidade de Vancouver. Começou a carreira artística se apresentando, aos 15 anos, em restaurantes, quando chamou a atenção de professores e ganhou bolsa de estudos na renomada Berklee College Of Music, em Boston.

De mudança para Los Angeles, estudou com Jimmy Rowles, mas foi em Nova York, nos anos 90, que alcançou sucesso internacional. Casou com o músico Elvis Costello, em 2003, com quem teve gêmeos, e marca sua fase de compositora, com o álbum “The Girl in the Other Room” (2004). Dois anos depois ela lançou o disco “From this Moment on”, interpretando músicos sagrados de jazz, como Cole Porter e Irving Berlin, entre outros. Desde então, Diana Krall não para de colher sucessos pelo mundo. 


Fonte: Universo do Rock

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