Vídeo da cantora em que ela descreve uma mulher “chata para c*...”
volta a circular e a letra da música Tão é dedicada à secretária de
Cultura
Um vídeo da cantora Rita Lee em que, numa entrevista, ela
descreve uma mulher “chata, chata, chata para c*...” e diz se irritar
com a personagem foi atribuído por internautas à secretária de Cultura
do governo Bolsonaro, a atriz Regina Duarte.
O vídeo foi compartilhado por diversas pessoas no Twitter, atribuindo
a letra a uma “homenagem” de Rita Lee a Regina, mas não passou de
brincadeira. A letra da música ‘Tão’, recitada pela roqueira, é muito
mais antiga que o atual governo. A gravação também foi feita próxima de
um Dia Internacional da Mulher.
Uma das reações veio da atriz e diretora Tassia Camargo:
Madonna
chora de dor durante um show. Elton John perde a voz e abandona
concerto. Rolling Stones e McCartney caminham para os 80. Quem tem para o
lugar deles?
A cantora Madonna chorou de dor durante apresentação
no final de fevereiro, em Paris. Ela está em turnê de divulgação do
álbum “Madame X”, lançado no último ano e tem enfrentado dificuldades
para cumprir com a agenda de shows, com cancelamentos e atrasos.
“Eu estou com muita dor”, disse a artista. “Mas eu que
escolhi isso e vou terminar a porra dessa turnê, custe o que custar.” Depois
disso, a cantora ainda brincou: “Eu posso ter chorado como um bebê no palco mas
eu ainda poderia chutar o traseiro de cada um de vocês”, brincou.
No mesmo mês, mas em outro continente, o cantor inglês Elton John começou a chorar e abandonou uma apresentação durante show em Auckland (Nova Zelândia), depois de perder a voz.
Elton, que recentemente recebeu o Oscar de melhor música
original pelo filme “Rocketman”, sua cinebiografia, precisou da ajuda de sua
produção para sair do palco.
Estes fatos, ligados pela cultura
pop, nos trazem dois mantos sagrados da música mundial com um mesmo e
tenebroso problema que aflige a humanidade desde que o mundo é mundo: o
envelhecimento.
Madonna, que está inteirona para os seus 61 anos, sabe-se lá
a custo de quanto sacrifício físico, dança, salta e canta – tudo ao mesmo tempo
– como se ainda fosse uma garotinha. Elton, um senhor de 72 anos, viu ao longo
dos anos a sua linda voz de tenor se transformar em uma sombra da que já foi um
dia.
O
mesmo fenômeno se repete em todas as partes do planeta. A cultura pop é
coisa de jovens que, com o passar do tempo, fazem de tudo e mais um
pouco para permanecer no jogo. Jovens senhores com suas cabeleiras
pintadas e magreza de adolescente, enfrentam a natureza e a saúde para
permanecer engordando apenas suas contas bancárias e, sobretudo,
mantendo o esquema milionário que os faz rodar o mundo.
Diga-se, sem cometer injustiça, mantendo o emprego de centenas, por vezes milhares de pessoas.
A descrição acima com certeza trouxe ao leitor a memória de
diversos artistas, como por exemplo, os Rolling Stones, com suas piruetas
atléticas e performances indescritivelmente jovens. Outros tantos, como Paul
McCartney, que também aguenta mais de três horas de show, cantando nos mesmos
tons de quando ainda era beatle, apesar dos seus 77 anos.
De tudo
isso, ficam algumas perguntas: Não temos novos McCartneys, Madonnas,
Stones e Eltons? Ou, pior ainda, temos, mas quem é rei nunca admite
perder a própria majestade? Se você, caro leitor, tivesse a oportunidade
de passar várias noites por ano com multidões gritando que você e suas
canções são o máximo, abandonaria tudo para cuidar dos netos?
Da
minha parte, acho que há um pouco de todas essas coisas. De qualquer
maneira, durmo todas as noites sonhando que apareça algo equivalente aos
Beatles e Rolling Stones. Pode até ser uma Madonna ou outro Elton John.
E que, assim, nossos vovozinhos queridos possam, finalmente,
colocar o pijama e viver dos louros do passado.
Os caras do Kiss agora têm um
dia pra chamar de seu. O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster,
declarou oficialmente o 11 de fevereiro como o “Kiss Day” no estado.
A homenagem ao grupo de rock rolou pouco antes do show que rolou
desta terça-feira (11) no Colonial Life Arena de Columbia. O governador
declarou que a Carolina do Sul celebra “Rock And Roll All Nite” em
reconhecimento às contribuições e realizações do Kiss.
Fotos de McMaster e sua esposa Peggy conversando nos bastidores com
os caras do Kiss foram publicadas nas redes sociais do político e da
banda.
A identidade do percussionista Tortilla Man, novo integrante do Slipknot,
foi revelada oficialmente por meio de uma publicação nas redes sociais.
A postagem não foi feita pela banda, mas, sim, pela Postojna Cave, um
complexo com hotel e extenso sistema de cavernas na Eslovênia que recebe
hóspedes de todo o mundo.
O local divulgou, em suas redes, uma foto com três hóspedes ilustres que integram o Slipknot.
Na foto, aparecem o percussionista e líder Shawn "Clown" Crahan, o
baterista Jay Weinberg e o Tortilla Man - que, como muitos já sabiam, é o
multi-instrumentista Michael Pfaff, membro de projetos como Dirty
Little Rabbits (no qual ele tocou com Clown anteriormente) e The Snacks.
Da esquerda para a direita: Michael Pfaff, Shawn "Clown" Crahan e Jay Weinberg (Foto: reprodução - Facebook)
"A
Postojna Cave hospedou seus primeiros vencedores de Grammy: tivemos uma
visita dos três membros da famosa banda de heavy metal americana
Slipknot", diz a legenda da publicação, trazendo imagens do trio. Em um
livro de assinaturas, é possível conferir o sobrenome Pfaff, que
confirma o que já é visto na foto com os músicos.
Veja:
Na imagem a seguir, da esquerda para a direita: Michael Pfaff, Shawn "Clown" Crahan e Jay Weinberg.
Fãs de Slipknot
começaram a suspeitar que Michael Pfaff seria o Tortilla Man após uma
entrevista do guitarrista Jim Root. Ao "The Art And Span Show", ele
descreveu o misterioso colega como "um pianista de classe mundial" e
"grande percussionista", com "graduação em música".
Um usuário do
Reddit, chamado Les Connelly, começou a investigar e chegou ao nome do
possível Tortilla Man: Michael Pfaff, natural de Iowa, notável por ter
tocado com Clown no projeto Dirty Little Rabbits.
As
semelhanças em estrutura corporal, a proximidade prévia com Clown (e os
demais integrantes, que também são de Iowa) e as dicas deixadas por Jim
Root fizeram com que outros internautas também comprassem a ideia de
que Michael Pfaff seja, de fato, o Tortilla Man. Porém, a identidade do
músico não havia sido revelada pelo Slipknot.
O Tortilla Man ocupou a vaga de Chris Fehn, fora da banda após tê-la processado sob acusação de enriquecimento indevido.
Shows confirmados em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre fazem parte da turnê mundial ‘The Prog Years 2020‘
Pôster: Divulgação/ Midiorama
Ian Anderson e a banda Jethro Tull anunciaram que estão voltando à estrada em 2020 com a turnê mundial The Prog Years 2020,
que chega ao Brasil para apresentações em Curitiba, dia 25 de junho,
no Teatro Positivo, em Porto Alegre, dia 26 de junho, no Teatro Araujo
Viana, em São Paulo, dia 27 de junho, no Tom Brasil e no Rio de Janeiro,
dia 08 de março, no Vivo Rio. Ingressos para os shows já estão
disponíveis. Confira abaixo as informações sobre venda de ingressos e
links de vendas.
A turnê é baseada fortemente no material dos álbuns mais progressivos
do Jethro Tull, particularmente nos hits mais pesados do catálogo da
banda, álbuns clássicos como “Stand Up”, “Benefit”, “Aqualung”, “Thick
As A Brick”, “Passion Play” e até um toque de “Thick As A Brick 2”, de
2012.
Desde o início, o vocalista Ian Anderson criou uma personalidade
musical distinta tocando flauta equilibrado em uma perna e fazendo
música com uma inclinação histórica. O Jethro Tull continua a ocupar um
lugar único no coração dos fãs de música progressiva de todo o mundo e
esses álbuns são o principal foco dessa paixão.
Nesta turnê, Ian Anderson estará acompanhado pelos músicos David
Goodier (baixo), John O’Hara (teclados), Joe Parrish (guitarra) e Scott
Hammond (bateria).
“Ao revisitar algumas músicas
progressivas, principalmente as mais antigas, que estão entre as minhas
primeiras tentativas fora do repertório de blues com o qual começamos,
tive uma sensação extremamente agradável. Ao longo do caminho, nos
últimos 50 anos, houve algumas que já ressoavam comigo constantemente.
Embora pareçam difíceis de tocar, e algumas realmente sejam, é
impressionante como caem sob meus dedos naturalmente, embora os arranjos
gerais exijam proezas de memória!” atesta Anderson.
A turnê brasileira do Jethro Tull é uma realização da MCA Concerts.
Foto: Divulgação/ Midiorama
Jethro Tull
No início de 1968, um grupo de jovens músicos britânicos, oriundos de
várias bandas regionais falidas se reuniu em Luton, no norte de
Londres. Com um amor comum pelo blues em particular e várias outras
formas musicais, eles começaram a conquistar um público pequeno, mas
entusiasmado, em vários bares e clubes do sul da Inglaterra. O rumo do
sucesso começou quando eles receberam a residência de quinta à noite no
famoso Marquee Club de Londres, na Wardour Street, Soho.
O início do Jethro Tull aconteceu com seu primeiro álbum voltado para o blues, This Was, no fim de 1968, antes de lançar outros trabalhos mais caseiros em 1969 como Stand Up e uma enxurrada de lançamentos individuais, incluindo Living In The Past, no mercado do Reino Unido.
Benefit, Aqualung e Thick As A Brick se
seguiram e o sucesso da banda aconteceu internacionalmente. Vários
membros entraram e saíram da formação, mas o carismático vocalista,
compositor e flautista Ian Anderson continuou a liderar o grupo através
de suas várias encarnações musicais.
Jethro Tull foi, em meados dos anos setenta, um dos grupos de maior
sucesso ao vivo no cenário mundial, rivalizando com Led Zeppelin, Elton
John e até os Rolling Stones. Surpreendente, na verdade, para um grupo
cuja extravagância estilística mais sofisticada e evoluída estava longe
da norma pop e rock daquela época.
Com cerca de 30 álbuns e mais de 50 milhões de vendas, o
aparentemente ‘não comercial’ Jethro Tull continuou nas próximas três
décadas a viajar para se apresentar a fãs em todo o mundo.
Depois de quarenta anos, o repertório ainda é realizado tipicamente
em mais de uma centena de shows todos os anos por Ian Anderson, nas
contínuas turnês pelo mundo. O vocalista permanece no centro de um grupo
de músicos que às vezes muda, mas sempre têm em comum o virtuosismo
musical que Anderson busca.
SERVIÇO IAN ANDERSON E JETHRO TULL NO BRASIL
Curitiba
Data: 25 de junho (quinta-feira)
Local: Teatro Positivo
Horário: 21h
Classificação etária: 14 anos
Venda Online: www.diskingressos.com.br
Ingressos: Plateia Premium – R$680,00 (inteira)/ R$340,00 (meia)/ R$510,00 (promocional)
Plateia Inferior – R$580,00 (inteira)/ R$290,00 (meia)/ R$435,00 (promocional)
Plateia Superior – R$480,00 (inteira)/ R$240,00 (meia)/ R$360,00 (promocional)
– Descontos promocionais
Clube Disk Ingressos: Desconto de 25%
(vinte e cinco por cento) sobre o valor de inteira, na compra de até 02
(dois) ingressos por associado.
Clube Gazeta do Povo: Desconto de
25% (vinte e cinco por cento) sobre o valor de inteira, na compra de até
02 (dois) ingressos por associado.
Programa Benefícios do Teatro Positivo: Desconto de 25%. Porto Alegre
Data: 26 de junho (sexta-feira)
Local: Auditório Araújo Vianna
Horário: 21h
Classificação etária: 14 anos
Venda online: www.sympla.com.br
Ingressos: Plateia Gold – R$680,00 (inteira)/ R$340,00 (meia)/ R$370,00 (solidário)
Plateia Baixa Central – R$580,00 (inteira)/ R$290,00 (meia)/ R$320,00 (solidário)
Plateia Baixa Lateral – R$480,00 (inteira)/ R$240,00 (meia)/ R$270,00 (solidário)
Plateia Alta Central – R$480,00 (inteira)/ R$240,00 (meia)/ R$270,00 (solidário)
Plateia Alta Lateral – R$380,00 (inteira)/ R$190,00 (meia)/ R$220,00 (solidário)
– Descontos promocionais
Ingresso Solidário: Mediante doação de 1Kg de alimento não perecível.
Obs: Promoções não cumulativas com outros descontos previstos por Lei.
São Paulo
Data: 27 de junho (sábado)
Local: Tom Brasil
Horário: 21h
Classificação etária: 16 anos
Venda Online: www.eventim.com.br
Ingressos: Mesa VIP – R$680,00 (inteira)/ R$340,00 (meia)
Mesa Setor 1 – R$580,00 (inteira)/ R$290,00 (meia)
Mesa Setor 2 – R$480,00 (inteira)/ R$240,00 (meia)
Mesa Setor 3 – R$380,00 (inteira)/ R$190,00 (meia)
Camarote – R$680,00 (inteira)/ R$340,00 (meia)
Frisa – R$480,00 (inteira)/ R$240,00 (meia)
Cadeira Alta – R$380,00 (inteira)/ R$190,00 (meia)
Rio de Janeiro
Data: 08 de março (domingo)
Local: Vivo Rio
Horário: 18h (abertura da casa)/ 20h (show)
Classificação etária: 18 anos. Menores de 18 anos entram acompanhados dos pais/responsável.
Vendas Online: www.vivorio.com.br
Ingressos: Camarote A R$380,00
Camarote B R$300,00
Balcão R$240,00
Frisa R$280,00
Setor VIP R$380,00
Setor 1 R$320,00
Setor 2 R$260,00
Setor 3 R$220,00
Setor 4 R$160,00
Atenção: para setores com mesa, a compra de um
ingresso garante um assento na mesa selecionada, mas não em uma cadeira
específica. Os assentos são ocupados por ordem de chegada.
MEIA-ENTRADA E INGRESSOS PROMOCIONAIS
– Confira aqui as leis de meia-entrada, identificando quem tem direito ao benefício e os documentos comprobatórios.
–
25% de desconto sobre o valor da inteira para clientes Vivo Valoriza na
compra de até 02 ingressos. Para comprovar seu cadastro no programa,
basta enviar um SMS para o número 1058 com a palavra VALORIZA. Para
clientes Vivo Fixo, Vivo Internet e Vivo TV, basta apresentar a última
conta paga. Disponível apenas para compra na bilheteria do Vivo Rio.
Vencedor de vários Grammy Awards, o cantor se apresenta em
outubro nas seguintes cidades brasileiras: Porto Alegre, Curitiba, São
Paulo e Rio de Janeiro
Pôster: Divulgação/ Midiorama
Michael Bublé está de volta ao Brasil com a sua nova turnê An Evening With Michael Bublécom
os shows confirmados em Porto Alegre, dia 21 de outubro (recentemente),
na Arena do Grêmio, Curitiba, no dia 23 de outubro, no Estádio
Athletico Paranaense, em São Paulo, no dia 25 de outubro, no Allianz
Parque e no Rio de Janeiro, em 28 de outubro, na Jeunesse Arena.
As seis novas datas de sua turnê na América do Sul, incluindo um show
no Chile em 12 de outubro, em Buenos Aires no dia 17 e mais os 4 shows
no Brasil entre 21 e 28 de outubro, foram confirmadas após Bublé ter
acrescentado mais 27 novas datas nos Estados Unidos, devido ao fenomenal
sucesso de sua turnê,onde lotou shows em 82 cidades e foi vista por mais de meio milhões de fãs.
A turnê brasileira é mais uma realização da Move Concerts, com o
patrocínio da Itaipava e TNT Energy Drink. Os ingressos para todas as
cidades, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo já estão
disponíveis no site da www. livepass.com.br. Confira o serviço logo abaixo com mais informações.
Veja o videoclipe da música “Feeling Good”:
Nesse meio tempo, a Warner Records/Reprise Records anunciou o lançamento de uma nova versão de White Christmas,
o álbum da temporada de festas do cantor, primeiro lugar absoluto nas
paradas natalinas desde seu lançamento, já tendo acumulado, somente no
ano passado, mais de um bilhão de streamings. É de longe o maior álbum
de festas da década.
Michael Bublé vendeu mais de 60 milhões de álbuns em todo o mundo ao
longo de sua extraordinária carreira, teve inúmeros singles no topo das
paradas, realizou sete especiais da NBC, ganhou quatro Grammy Awards e
vários Juno Awards como intérprete e compositor. Ele é um artista com
certificado de multi-platina e seu álbum mais recente, Love (2018), já alcançou o primeiro lugar na Billboard Top 200.
SERVIÇO MICHAEL BUBLÉ NO BRASIL
Porto Alegre
Data: 21 de outubro de 2020 (quarta-feira) Local: Arena do Grêmio Classificação Etária: 14 anos. Menores de 14 anos somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Ingressos: www.livepass.com.br Setores e preços:
Data: 23 de outubro de 2020 (sexta-feira) Local: Estádio Athletico Paranaense Classificação etária:
18 anos. De 16 a 18 anos mediante autorização por escrito dos pais ou
responsáveis legais. Menores de 16 anos somente acompanhados dos pais ou
responsáveis legais. Ingressos: www.livepass.com.br Setores e preços:
Data: 25 de outubro de 2020 (domingo) Local: Allianz Parque Classificação etária: 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais Ingressos: www.livepass.com.br Setores e preços:
Data: 28 de outubro de 2020 (quarta-feira) Local: Jeunesse Arena Classificação etária: 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Ingressos: www.livepass.com.br Setores e preços:
Neil Peart, baterista e letrista da banda canadense Rush, morreu na
terça-feira passada, dia 7 de janeiro, em Santa Mônica, na Califórnia,
aos 67 anos. A informação foi confirmada pelo porta-voz da família,
Elliot Mintz. Segundo ele, a causa foi um câncer no cérebro, contra o
qual o músico lutava havia três anos e meio.
Um dos maiores e mais criativos bateristas da história do rock, Peart
era dono de um estilo exuberante e preciso. Ele dizia que seu grande
herói no instrumento era Keith Moon, baterista do The Who. Mas, em
termos técnicos, Peart foi muito além do músico que o influenciou.
Em 1974, ele juntou seu talento aos do baixista, tecladista e cantor
Geddy Lee e do guitarrista Alex Lifeson. Juntos, formaram o Rush, um
power trio de musicalidade variada e monumental. A batida de Peart
ajudou a perpetuar clássicos como “Tom Sawyer” e a longuíssima “2112”.
Apesar do conhecimento técnico, o baterista era autodidata. No tempo
livre, ele se dedicava à literatura.
Em um comunicado publicado na tarde desta sexta-feira, dia 10, Lee e
Lifeson chamaram Peart de “amigo, irmão da alma e companheiro de banda
por mais de 45 anos” e disseram que ele era “incrivelmente corajoso” em
sua batalha contra o glioblastoma, uma forma agressiva de câncer no
cérebro.
“Pedimos que amigos, fãs e mídia respeitem a necessidade de
privacidade e paz da família neste momento extremamente doloroso e
difícil”, disseram Lee e Lifeson. “Aqueles que desejam expressar suas
condolências podem escolher um grupo de pesquisa ou caridade de sua
escolha e fazer uma doação em nome de Neil Peart. Descanse em paz,
irmão”, conclui o comunicado.
“Neil é o baterista com mais bateria de todos os tempos”, disse à
revista “Rolling Stone” o ex-baterista da banda The Police, Stewart
Copeland. “Neil instiga o Rush, que tem muita musicalidade, muitas
ideias acumuladas a cada oito compassos. Mesmo assim, ele mantém a
pulsação, o que é importante.”
A última turnê do Rush aconteceu em 2015. Com isso, Peart ganhou mais
tempo com seus livros, sua mulher, Carrie Nuttal, e sua filha, Olivia.